domingo, 3 de julho de 2011

Unesco escolhe 25 novos Patrimônios da Humanidade

Entre os locais escolhidos estão um forte no Quênia, sítios arqueológicos no Sudão, uma catedral na Nicarágua e templos no Japão.

Entre as candidaturas bem sucedidas, estão três locais de beleza natural: A Costa de Ningaloo, na Austrália, as Ilhas Ogasawara, no Japão, e os lagos no grande vale do Rift, no Quênia e um de valor cultural além da beleza natural: O deserto de Wadi Rum, na Jordânia.
Além desses, constam também da relação 21 locais considerados patrimônios de valor cultural: O centro histórico de Bridgetown, a capital de Barbados; a paisagem cultural do Lago Oeste de Hangzhou, na China; a paisagem cultural do café, na Colômbia; o Jardim Persa, no Irã; a paisagem cultural de Konso, na Etiópia; a paisagem cultural agropastoril mediterrânea de Causses e Cévennes, na França; a Fábrica Fagus, na Alemanha; os Lombardos na Itália, locais de poder; os templos, jardins e sítios arqueológicos representando a Terra Pura budista em Hiraizumi, no Japão; o Forte Jesus, em Mombassa, no Quênia; as gravuras rupestres das Montanhas Altai, na Mongólia; a Catedral de León, na Nicarágua; o Delta do Saloum, no Senegal; a paisagem cultural da Serra de Tramuntana, na Espanha; os sítios arqueológicos da Ilha de Meroe, no Sudão; moradias pré-históricas ao redor dos Alpes, incluindo Suíça, Áustria, França, Alemanha, Itália e Eslovênia; antigos vilarejos do Norte da Síria; a mesquita de Selimiye e seu complexo social, em Edirne, na Turquia; os sítios culturais de Al Ain: Hafit, Hili, Bidaa Bint Saud e zonas dos oásis, nos Emirados Árabes Unidos; a residência dos metropolitanos de Bucovina e Dalmácia, na Ucrânia; e a Citadela da Dinastia Ho, no Vietnã).
A lista do Patrimônio Mundial da Unesco tem agora um total de 936 locais: 183 naturais, 725 culturais e 28 mistos.
O Brasil tem 11 patrimônios culturais da humanidade, incluindo a capital Brasília e as cidades de Ouro Preto (MG) e Olinda (PE), e sete patrimônios de beleza natural, entre eles o Pantanal (MT), o arquipélago de Fernando de Noronha, o Atol das Rocas (PE), o Parque Nacional do Iguaçu (PR) e a Chapada dos Veadeiros (GO).

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Expedição mergulha na história




A ONG Barra Sul organiza nesta quinta-feira em Florianópolis (SC) uma expedição para remover do mar objetos submersos que, segundo estudos iniciais e levantamentos subaquáticos, pertenceram a uma embarcação espanhola do Século XVI, naufragada na Ilha de Santa Catarina em 1583.

Autorizada pela Marinha e IPHAN (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), a ação reúne historiadores, convidados e autoridades ligadas à cultura nacional. A remoção faz parte de um projeto de resgate histórico, patrocinado e apoiado culturalmente pelo Ministério da Cultura, Governo do Estado de Santa Catarina, Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina, Eletrosul, Celesc, SCGás, Gráfica 43 e UNIASSELVI.

Participam do processo de remoção cerca de 20 pessoas e três embarcações de apoio, além de mergulhadores e cinegrafistas.

Os objetos resgatados, de propriedade da União, serão analisados e restaurados, conforme autorizações expedidas pela Marinha. No ano de 2005, uma expedição do Projeto Barra Sul encontrou no fundo do mar uma âncora do século XVI, testemunha silenciosa que comprova a presença de conquistadores europeus na região da capital catarinense.

Continuando as buscas no local, integrantes do projeto deparam-se em 2009 com restos de um galeão. De acordo com Bruno Henrique Germer, um dos coordenadores do projeto, em aproximadamente quinhentos metros quadrados, é possível observar um enorme canhão, âncoras, lápides, pedras de lastro e peças de cerâmica.

A Ilha de Santa Catarina, de acordo com registros de várias rotas de navegação e documentos históricos, tem grande importância na conquista e colonização da América do Sul. A expansão marítima comercial européia, a partir do início do Século XVI, fez com que passassem por Santa Catarina – último porto de aguada e coleta de víveres no Sul do Brasil – diversas navegações com destino ao Rio da Prata, local disputado para a exploração de ouro e prata.

O coordenador do curso de História do UNIASSELVI (Centro Universitário Leonardo da Vinci), professor Evandro André de Souza, afirma que a remoção dos objetos é de suma importância para o entendimento das grandes navegações, bem como para o processo de povoamento e colonização do Sul da América. “A Ilha de Santa Catarina era um ponto estratégico para o processo de colonização. Além disso, essa região é sítio de vários naufrágios, tanto do século XVI, quanto dos séculos seguintes”, afirma.

Segundo o professor, a remoção dos objetos contribui para a revisão da historiografia das grandes navegações. A partir das informações levantadas com os estudos dos objetos resgatados, serão produzidas obras de cunho acadêmico e de conhecimento histórico-cultural.

Fonte: http://waves.terra.com.br/surf/noticia/expedicao-mergulha-na-historia-/47660

quarta-feira, 22 de junho de 2011

MASC reabre totalmente revitalizado em Florianópolis

No próximo dia 30 de junho, o Museu de Arte de Santa Catarina (MASC), de Florianópolis, reabrirá suas portas com duas grandes mostras: a exposição de longa duração Tempo, Espaço e Arte e a temporária Linhas Artísticas no Acervo do MASC, que ficará no museu até 31 de agosto.
O museu estava fechado devido às obras de revitalização do Centro Integrado de Cultura (CIC). A visitação é de terça a sexta-feira, das 10h às 20h; e sábados, domingos e feriados, das 11h às 17h.

Linhas Artísticas no Acervo do MASC
O quê: a exposição é um reencontro do Museu de Arte de Santa Catarina, que teve início em 1948 – com o seu público, é uma oportunidade de conferir a força de seu acervo, que conta com importantes obras de artistas catarinenses nacionais e internacionais. A exposição marca a reabertura do MASC depois de obras de revitalização.
Quando: 31 de junho a 31 de agosto, de terça a sexta-feira, das 10h às 20h, aos sábados, domingos e feriados, das 11h às 17h.
Onde: Museu de Arte de Santa Catarina, Av. Irineu Bornhausen, 5600, Agronômica, Florianópolis (SC)
Informações: masc@fcc.sc.gov.br

Fonte: Informativo produzido pela Assessoria de Comunicação do Ibram/MinC.

domingo, 19 de junho de 2011

Entre no site do Lab Pac e conheça o SPECULA!

Em latim, SPECULA é o plural de “espelho”. O SPECULA – Sistema de Pesquisa e Referência sobre Patrimônio Cultural em Santa Catarina foi concebido como um conjunto de bases de dados (contemplando georreferenciamento) voltadas para os bens culturais que integram o patrimônio cultural de Santa Catarina. Pretende-se que tais bases funcionem, de um lado, como espelhos das ações de preservação em território catarinense (daí a essencial realização de parcerias, para que os levantamentos já realizados ou em andamento por diversas entidades possam ser disponibilizados). De outro lado, a própria disponibilização dos dados integrados, por meio da World Wide Web, deverá dar maior visibilidade aos bens culturais de Santa Catarina, sejam eles edificados, arquivísticos, museológicos, bibliográficos ou arqueológicos, contribuindo, portanto, através de mecanismos de difusão, para sua efetiva proteção.

Desenvolvido no âmbito do Laboratório de Patrimônio Cultural – LabPac (Departamento de História) e do Laboratório de Geoprocessamento (Departamento de Geografia) do Centro de Ciências Humanas e da Educação da UDESC, o projeto prevê parcerias com instâncias internas à Universidade (como o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros - NEAB) e instâncias externas (como a Diretoria de Patrimônio Cultural da Fundação Catarinense de Cultura).

Como projeto de extensão, o SPECULA recebe o apoio da Universidade do Estado de Santa Catarina (recursos materiais e bolsas).

Para maiores detalhes entrem no site do Lab Pac: http://www.labpac.faed.udesc.br/specula_apresen.htm

Coreografia do Dia-a-Dia

O quê: oficina de performance com a artista Amelia Winger Bearskin que propõe ações que exploram a relação com espaços urbanos, a partir de trabalhos de organização espacial do corpo em tais locais. Evento gratuito.
Quando: 22 e 23 de junho, das 10h às 13h e das 15h às 18h.
Onde: Museu Victor Meirelles, Rua Victor Meirelles, 59, Centro, Florianópolis (SC)
Informações: (48) 3222-0692 ou  mvm.ac@museus.gov.br

domingo, 5 de junho de 2011

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Oficina de História

Oficina de História Através do samba, reflexões sobre o documentário
  

Data e horário: 15 de junho de 2011, das 13h30 às 17h30.
Local: Auditório do Centro de Ciências Humanas e da Educação / FAED, UDESC (Avenida Madre Benvenuta, 2007, Bairro Itacorubi, Florianópolis; 2º. andar do prédio da FAED).
Programa da oficina:
A oficina será apresentada em dois módulos:
I – exibição do filme “Através do samba” e mesa redonda com a equipe de produção;
II – Apresentação de reflexões a partir de aspectos teóricos e metodológicos
motivados pela produção do filme exibido, audiovisual sobre a manifestação do samba em Florianópolis, entre 2008 e 2010, enquanto possibilidade de construção de uma narrativa no campo da história.
Inscrições: gratuitas, de 30 de maio a 03 de junho de 2011 (podendo ser encerradas antes, caso seja atingido o limite de vagas). Faça sua inscrição acessando a página eletrônica http://www.anpuh-sc.org.br/oficina_samba.htm
Vagas: 40 (quarenta) vagas.
Carga horária: 4 h/a
Público-alvo: Estudantes e profissionais da área de História ou áreas afins; interessados em geral.
Certificados: Serão fornecidos certificados a todos os interessados previamente inscritos
que efetivamente estiverem presentes à oficina.
Promoção: ANPUH-Seção SC; FAED/UDESC
Apoio: Laboratório de Imagem e Som da FAED/UDESC; Programa de Pós-Graduação em História da UDESC
Ministrante:
Profa. Dra. Márcia Ramos de Oliveira
Graduada, Mestre e Doutora em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atualmente é professora na Universidade do Estado de Santa Catarina, atuando junto a Graduação e Pós-Graduação em História. É Líder do Grupo de Pesquisa Linguagens e Representação Udesc/CNPq e Vice-Coordenadora do Laboratório de Imagem e Som (LIS/ FAED/UDESC). Como pesquisadora, desenvolveu projeto nas áreas de História Cultural e História do Tempo Presente, atuando nos seguintes temas: história e música, canção e documento histórico, história e radiodifusão, história e imagem e a canção de Lupicínio Rodrigues. No Laboratório de Imagem e Som vem participando da elaboração de diferentes tipos de produtos tecnológicos, envolvendo o uso novas abordagens e linguagens na produção de narrativas históricas, a exemplo de programas de rádio online, experimentos em audiovisual, vídeos em stop motion e pequenos documentários. Recentemente atuou como Coordenadora do Projeto de Extensão: Através do samba experiências em vídeo-documentário, que resultou, entre outros, no filme documentário sobre o samba em Florianópolis, em 2010.
Participantes da mesa redonda:
Alberto Gonçalves, graduado e mestre em Letras/ UFSC, pesquisador sobre música  popular brasileira e catarinense, no filme atuou especialmente na pesquisa histórica e musical e na elaboração do roteiro.
Eric Allen Bueno, aluno do PPGH/UDESC, no filme atuou no processo de edição e montagem e no roteiro final.
Mariana Rotili da Silveira, graduanda em História/UDESC, atuou como Bolsista de Extensão no Projeto entre 2008 e 2010, realizando vários trabalhos de fotografia e captação de imagens, junto a elaboração do Blog do Projeto.
Thiago de Oliveira Aguiar, graduando em História/UDESC, no filme atuou na captação de imagens e processo de edição.
Arthur Rebonatto Oltramari, graduando em História/UDESC, Bolsista de Extensão no Projeto em 2010, no filme atuou na captação de imagens e áudio.

Lucas Tesser Rodrigues de Lima, graduando em Artes Cênicas/UDESC e Cinema/UFSC, Bolsista de Extensão no Projeto em 2010, no filme atuou na elaboração do orçamento e acesso ao equipamento necessário às filmagens, também na captação de imagens e áudio.